sexta-feira, 27 de junho de 2014

Quando um capoeira te pergunta, quem foi o lider de Palmares qual é o primeiro nome que você pensa?


Ganga Zumba foi o primeiro grande líder do Quilombo dos Palmares,2 ou Janga Angolana, na Capitania de Pernambuco, atual estado de Alagoas, Brasil. Zumba era filho da princesa Aqualtune e assumiu a posição de herdeiro do reino de Palmares e o título de Ganga Zumba. Apesar de alguns documentos portugueses lhe darem este nome e o traduzirem como "Grande Senhor", ele provavelmente não está correto. Entretanto, uma carta endereçada a ele pelo governador de Pernambuco em 1678, que se encontra hoje nos Arquivos da Universidade de Coimbra, chama-o de Ganazumba, que é a melhor tradução de Grande Lorde (em Kimbundu), e portanto o seu nome correto.
Os quilombos ou mocambos eram refúgios de escravos foragidos, principalmente de origem angolana, que se refugiavam no interior do Brasil, principalmente na região montanhosa de Pernambuco. À medida que seu número foi crescendo, eles formaram assentamentos chamados de "mocambos". Gradualmente diversos mocambos se juntaram no chamado Quilombo dos Palmares, ou Janga Angolana, sob o comando do Rei Ganga Zumba ou Ganazumba, que talvez tenha sido eleito pelos líderes dos mocambos que formavam Palmares. Ganga Zumba, que governava a maior das vilas, Cerro dos Macacos, presidia o conselho de chefes dos mocambos e era considerado o Rei de Palmares. Os outros nove assentamentos eram comandados por irmãos, filhos ou sobrinhos de Ganga Zumba. Zumbi dos Palmares era chefe de uma das comunidades e seu irmão Andalaquituche comandava outra.
Por volta dos anos de 1670 Ganga Zumba tinha um palácio, três esposas, guardas, ministros e súditos devotos no "castelo" real chamado "Macaco" em homenagem ao animal que havia sido morto no local. O complexo do castelo era formado por 1.500 casas que abrigavam sua família, guardas e oficiais que faziam parte de nobreza. Ele recebia o respeito de um Monarca e as honras de um Lorde.
Em 1677, o Quilombo foi atacado por Fernão Carrilho, que fez quarenta e sete prisioneiros, inclusive dois filhos de Ganga Zumba, Zambi e Acaiene, matou outro filho, Toculo, e feriu Ganga Zumba3 .
Em 1678, Ganga Zumba aceitou um tratado de paz oferecido pelo Governador Pedro de Almeida,1 3 o qual requeria que os habitantes de Palmares se mudassem para o Vale do Cucaú.3 Ganga Zona, irmão de Ganga Zumba, participou do acordo de paz entre o Quilombo de Palmares e o Reino Português, e mudou-se com Ganga Zumba para Cucaú.4
O tratado foi desafiado por Zumbi, um dos sobrinhos de Ganga Zumba, que se revoltou contra ele.3 Na confusão que se seguiu Ganga Zumba foi envenenado por um seguidor de Zumbi.1 3 Os que se mudaram para o Vale do Cucaú foram reescravizados pelos portugueses[carece de fontes]. A resistência aos portugueses continuou com Zumbi.1

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A capoeira de Annibal Burlamaqui "Mestre Zuma" 1ª Parte.

Um ponto de inicio para os estudos mais aprofundados sobre as origens da Capoeira que conhecemos hoje. Por Esdras Magalhães dos Santos – Mestre Damião


Annibal Burlamaqui "Mestre Zuma"

1928-obra de Annibal Burlamaqui (Zuma)


Em 1907 é a vez de um oficial do exército escrever a respeito da Capoeira. Através de sua publicação “O Guia do Capoeira ou Ginástica Brasileira”, O.D.C. (como intitula-se o oficial autor do livro) abre precedentes para outra publicação datada de 1928 e escrita por Coelho Neto, que lança uma proposta pedagógica de inclusão da Capoeira nas escolas civis e militares. Em seu artigo “Nosso Jogo”, Coelho Neto relata que quase enviou em 1910 um projeto de lei para a Câmara dos Deputados visando tornar o ensino da Capoeira obrigatório naquelas instituições. Destacava, nesse sentido, o desenvolvimento físico e a disciplina do caráter gerados pela prática da Capoeira, bem como seu grande valor como instrumento de defesa pessoal, lembrando, como
argumento, a grande vitória do Capoeira negro Ciríaco sobre o campeão japonês de jiu-jitsu Conde Koma, no Pavilhão Internacional em 1910. Também em 1928 é publicado o livro de Aníbal Burlamaqui “Ginástica Nacional (Capoeiragem) Metodizada e Regrada”, onde o autor, baseando-se nas regras e características do pugilismo, desenvolve um método e um código de regras para a prática do “jogo desportivo da Capoeira”. Para tal intuito despreza totalmente o lado lúdico, cultural e artístico inerente a esta modalidade, deixando de lado a música e os instrumentos
e privilegiando apenas seu caráter de luta esportiva. Aproveitando o espaço aberto por esta corrente de pensamento, presente desde a proibição da Capoeira por parte da República, os antigos Capoeiristas conseguiram burlar a ilegalidade e manter viva sua arte e tradição. Dessa maneira surge a figura dos grandes “Mestres da Capoeira”, homens que se destacaram não só pelo que fizeram enquanto praticantes desta modalidade, mas pela representatividade que suas
realizações tiveram na perpetuação e afirmação da Capoeira como uma das mais ricas expressões de nossa cultura. Dentre estes Mestres devemos destacar dois em especial: Manuel dos Reis Machado, o famoso Mestre Bimba, criador da Capoeira Regional e Vicente Ferreira Pastinha, o Mestre Pastinha, maior responsável pela preservação do estilo mais primitivo da Capoeira, a Capoeira de Angola.
 
Fonte:http://cap-dep.blogspot.com.br/2010/02/1928-obra-de-annibal-burlamaqui-zuma_17.html