Um ponto de inicio para os estudos mais aprofundados sobre as origens da Capoeira que conhecemos hoje. Por Esdras Magalhães dos Santos – Mestre Damião

Annibal Burlamaqui "Mestre Zuma"
1928-obra de Annibal Burlamaqui (Zuma)

Em
1907 é a vez de um oficial do exército escrever a respeito da Capoeira.
Através de sua publicação “O Guia do Capoeira ou Ginástica Brasileira”,
O.D.C. (como intitula-se o oficial autor do livro) abre precedentes
para outra publicação datada de 1928 e escrita por Coelho Neto, que
lança uma proposta pedagógica de inclusão da Capoeira nas escolas civis e
militares. Em seu artigo “Nosso Jogo”,
Coelho Neto relata que quase enviou em 1910 um projeto de lei para a
Câmara dos Deputados visando tornar o ensino da Capoeira obrigatório
naquelas instituições. Destacava, nesse sentido, o
desenvolvimento físico e a disciplina do caráter gerados pela prática da
Capoeira, bem como seu grande valor como instrumento de defesa pessoal,
lembrando, como
argumento, a grande vitória do Capoeira negro Ciríaco sobre o campeão japonês de jiu-jitsu Conde Koma, no Pavilhão Internacional em 1910. Também em 1928 é publicado o livro de Aníbal Burlamaqui “Ginástica Nacional (Capoeiragem) Metodizada e Regrada”, onde o autor, baseando-se nas regras e características do pugilismo, desenvolve um método e um código de regras para a prática do “jogo desportivo da Capoeira”. Para tal intuito despreza totalmente o lado lúdico, cultural e artístico inerente a esta modalidade, deixando de lado a música e os instrumentos
e privilegiando apenas seu caráter de luta esportiva. Aproveitando o espaço aberto por esta corrente de pensamento, presente desde a proibição da Capoeira por parte da República, os antigos Capoeiristas conseguiram burlar a ilegalidade e manter viva sua arte e tradição. Dessa maneira surge a figura dos grandes “Mestres da Capoeira”, homens que se destacaram não só pelo que fizeram enquanto praticantes desta modalidade, mas pela representatividade que suas
realizações tiveram na perpetuação e afirmação da Capoeira como uma das mais ricas expressões de nossa cultura. Dentre estes Mestres devemos destacar dois em especial: Manuel dos Reis Machado, o famoso Mestre Bimba, criador da Capoeira Regional e Vicente Ferreira Pastinha, o Mestre Pastinha, maior responsável pela preservação do estilo mais primitivo da Capoeira, a Capoeira de Angola.
argumento, a grande vitória do Capoeira negro Ciríaco sobre o campeão japonês de jiu-jitsu Conde Koma, no Pavilhão Internacional em 1910. Também em 1928 é publicado o livro de Aníbal Burlamaqui “Ginástica Nacional (Capoeiragem) Metodizada e Regrada”, onde o autor, baseando-se nas regras e características do pugilismo, desenvolve um método e um código de regras para a prática do “jogo desportivo da Capoeira”. Para tal intuito despreza totalmente o lado lúdico, cultural e artístico inerente a esta modalidade, deixando de lado a música e os instrumentos
e privilegiando apenas seu caráter de luta esportiva. Aproveitando o espaço aberto por esta corrente de pensamento, presente desde a proibição da Capoeira por parte da República, os antigos Capoeiristas conseguiram burlar a ilegalidade e manter viva sua arte e tradição. Dessa maneira surge a figura dos grandes “Mestres da Capoeira”, homens que se destacaram não só pelo que fizeram enquanto praticantes desta modalidade, mas pela representatividade que suas
realizações tiveram na perpetuação e afirmação da Capoeira como uma das mais ricas expressões de nossa cultura. Dentre estes Mestres devemos destacar dois em especial: Manuel dos Reis Machado, o famoso Mestre Bimba, criador da Capoeira Regional e Vicente Ferreira Pastinha, o Mestre Pastinha, maior responsável pela preservação do estilo mais primitivo da Capoeira, a Capoeira de Angola.
Fonte:http://cap-dep.blogspot.com.br/2010/02/1928-obra-de-annibal-burlamaqui-zuma_17.html
sada miako, não conde koma
ResponderExcluiré verdade, o conde Koma, MITSUYO MAEDA, só chegou ao Brasil em 1914...
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